quinta-feira, 23 de julho de 2015

Inebriar

Foto por: Sofia Medeiros
















Procuro ferramentas para me concertar,
pego nelas e faço delas o que nunca consegui...
Ao longe vejo um colo,
Onde sei que já senti, o poder de abrigar.
Senti que era ouvida e socorrida a cada chamamento meu.
Descansei, relaxei...
Sentada e encostada no tronco daquela árvore de nada.
Senti os seus braços meigos,
Levitei na sua voz tranquila...
Que na verdade, não me soube a coisa alguma!
Misturei o finito com o infinito e inebriei-me em torno de mim própria,
Sempre porque quis...
Chega! Já chega!
É hora de acordar com os meus olhos,
Sem sentir vontade de me arrastar
E não segurar muralhas não supostas de carregar!
Com tudo isto, chego à conclusão de que afinal não tenho resolução,
Mas tenho a vontade de tentar.
Cansada de viajar por bocas que não são minhas,
Não sei como ainda estou aqui,
Porque no final das contas, até hoje eu nunca me vi!

Por: SM

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