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Foto por: Sofia Medeiros
Em: Exposição Foto-síntese, de João Marchante. |
http://novacasaportuguesa.blogspot.pt/2012/06/foto-sintese-uma-exposicao-de-joao.html
Desde sempre que não me sinto pertencer a este planeta,
Procurei pela vida, apresentaram-me a morte,
Caminhei por onde não havia estrada,
Quis ser eu, mas fui impedida.
Gritei, esperneei,
ninguém ouviu ou viu...ninguém quis ouvir ou ver.
Quis escapar,
mas caí, escorreguei,
Numa fuga a um mundo escuro,
Trilhei a estrada mais tortuosa e esburacada que alguma vez imaginei,
Cheguei ao fim e não me conheci.
Atravessei o oceano, viajando na esperança,
Do outro lado do espelho, uma fuga cega e constante.
Tanto de mim já pus em causa,
E nunca percebi, porque tudo foi assim?...
Ignorada e anulada da minha existência,
Logo à nascença fui confrontada e obrigada a competir contigo,
Acredito que se soubesses, não deixarias acontecer,
Mas nada acontece por simples acaso.
A minha rebeldia foi grito de socorro,
E os caminhos enganosos,
Uma fuga ao céu negro que matou a minha inocência.
A questão talvez não seja assim tão rebuscada,
Foi plantada em mim, raíz difícil de arrancar,
Não é tarefa impossível,
É só um muro...
E eu quero pulá-lo.
Como aprendi que não existia,
Decidi criar o meu mundo de fantasia,
E aprendo que a subjectividade não serve todas as alíneas.
A vontade é de viver,
Com todo o meu ser.
Por: SM