Quero escrever uma canção...
Mas como escrevo uma canção se me falta a inspiração?
Eu quero escrever uma canção que não pode ser...
Para escrever esta canção,
Vou simplificar,
Vou-me abrir,
Vou-me dar,
Vou voar,
E no final...vou desaparecer!
Para escrever uma canção é preciso pensar,
Cada letra toma o seu lugar
E os tons unem-se para embelezar.
Para escrever esta canção,
Vou caminhar pelos entretantos,
Vou procurar uma tela em branco,
Sentir a chuva pela 1° vez!
Quero sair de mim...
Quero escrever uma canção,
Para me sentir existir,
Recuperar o ser arquivado,
Apagar as palavras em senão.
Quero escrever uma canção,
Que não tenha registo concreto de pensamento ou emoção,
Quero escrever uma canção que não tenha refrão!
SM
RETICÊNCIAS
terça-feira, 22 de março de 2016
segunda-feira, 21 de março de 2016
...
O vento fala tão alto,
que parece acompanhar este estado corrosivo, triste e desmedido...
Sinto o peito desfeito
e morro de raiva desta falta de imaginação!
Eu não consigo parar...
É um nada continuo e sem interrupções.
Estou bloqueada! Cega, surda, muda...
e não me lembro de ter crescido!
No papel só vejo vestígios das mesmas palavras.
Os verbos, os substantivos e os adjetivos esgotaram-se,
nesta busca insana pela normalidade da alma humana.
Só me confundi,
andei em torno de mim mesma.
Vou desistir de responder,
porque não tenho nada para dizer.
As frases enrolam-se na língua
e não brotam como o habitual...
É ridículo repetir-me,
é ridículo não me ver,
é ridículo querer percorrer
e engolir o que não é meu.
É ainda mais ridículo desistir,
mas já não conheço outra palavra.
Sou uma história que não era para ser!
Quantas letras desperdiçadas...
são portões que se fecham para me calar
e eu sinto o peito a ponto de rebentar.
O corpo cede à cabeça,
sinto os pulmões pequenos,
e não consigo respirar...
O ar que é de todos,
eu sinto não ser meu.
Sinto-me a deteriorar,
como a bailarina da caixa de música,
o tempo não parou,
mas ela deixou de dançar...
SM
que parece acompanhar este estado corrosivo, triste e desmedido...
Sinto o peito desfeito
e morro de raiva desta falta de imaginação!
Eu não consigo parar...
É um nada continuo e sem interrupções.
Estou bloqueada! Cega, surda, muda...
e não me lembro de ter crescido!
No papel só vejo vestígios das mesmas palavras.
Os verbos, os substantivos e os adjetivos esgotaram-se,
nesta busca insana pela normalidade da alma humana.
Só me confundi,
andei em torno de mim mesma.
Vou desistir de responder,
porque não tenho nada para dizer.
As frases enrolam-se na língua
e não brotam como o habitual...
É ridículo repetir-me,
é ridículo não me ver,
é ridículo querer percorrer
e engolir o que não é meu.
É ainda mais ridículo desistir,
mas já não conheço outra palavra.
Sou uma história que não era para ser!
Quantas letras desperdiçadas...
são portões que se fecham para me calar
e eu sinto o peito a ponto de rebentar.
O corpo cede à cabeça,
sinto os pulmões pequenos,
e não consigo respirar...
O ar que é de todos,
eu sinto não ser meu.
Sinto-me a deteriorar,
como a bailarina da caixa de música,
o tempo não parou,
mas ela deixou de dançar...
SM
sexta-feira, 1 de janeiro de 2016
Fonte
Nunca consigo pensar num só tema e desenvolvê-lo.
Ou não me interessa, ou não faz sentido dentro da minha cabeça!
Nem uma única frase é estruturada cá dentro,
Apenas surge no momento
E não adianta contrariar aquilo que se apresenta,
As palavras nem se chegam a formar,
Bebidas duma fonte em qualquer lugar,
Por mais voltas que dê, nunca a encontro.
É tudo instável e eu não sei explicar...
São coisas curiosas que me invadem o pensamento
E por vezes sou tão preguiçosa que não perco tempo!
Tenho tanta dificuldade em sentir a firmeza de mim mesma,
Que nunca sei se estou direita, ou se perco a cabeça.
Neste planeta de palavras,
Não existe sentido lógico para a sua existência.
É tudo demasiado Dalí, dentro de mim,
Contornos de magia que nunca se identifica, nem se explica!
Não sei até onde sou capaz de ir,
É um carrossel que cada vez que roda,
Vejo cores e céu...
Fonte desgovernada, que me deixa morrer à sede,
Levas-me ao exaspero...
E eu quero gritar como um louco que espanta a sua loucura demente!
É tudo demasiado complexo, perplexo neste meu mundo em segredo...
Só eu o consigo ver!
Estranha e magnifica é a sensação de escrever,
Sem planificação existente...
Ou não me interessa, ou não faz sentido dentro da minha cabeça!
Nem uma única frase é estruturada cá dentro,
Apenas surge no momento
E não adianta contrariar aquilo que se apresenta,
As palavras nem se chegam a formar,
Bebidas duma fonte em qualquer lugar,
Por mais voltas que dê, nunca a encontro.
É tudo instável e eu não sei explicar...
São coisas curiosas que me invadem o pensamento
E por vezes sou tão preguiçosa que não perco tempo!
Tenho tanta dificuldade em sentir a firmeza de mim mesma,
Que nunca sei se estou direita, ou se perco a cabeça.
Neste planeta de palavras,
Não existe sentido lógico para a sua existência.
É tudo demasiado Dalí, dentro de mim,
Contornos de magia que nunca se identifica, nem se explica!
Não sei até onde sou capaz de ir,
É um carrossel que cada vez que roda,
Vejo cores e céu...
Fonte desgovernada, que me deixa morrer à sede,
Levas-me ao exaspero...
E eu quero gritar como um louco que espanta a sua loucura demente!
É tudo demasiado complexo, perplexo neste meu mundo em segredo...
Só eu o consigo ver!
Estranha e magnifica é a sensação de escrever,
Sem planificação existente...
Palhaço
Sinto-me palhaço do circo que é esta vida,
Confronto no espelho, onde é exposto o seu rosto por inteiro,
a lágrima pintada de gargalhada,
as cores que desnorteiam,
o brilho ofusca a tristeza...
um ser que se transforma, porque está sedento de presença!
A luz que o faz mover,
a gota que se instala...
e que o traz de volta outra vez!
Vira as costas ao seu reflexo
e segue para lá do calor.
Sem intenção, artista e espectador, aguardam o mesmo nirvana...
mas não a mesma dor!
Entra na arena,
mas não é tudo o que sente...
É ser que se invoca e se revolta a calar a alma doente!
Tudo isto é espetáculo e a vida é show de vista,
mas é traçada de coisas que não se vêem...
e o palhaço inicia o seu número inventado de possibilidades imprevistas.
É uma troca por troca,
num faz de conta,
entre viajar e sorrisos...
Confronto no espelho, onde é exposto o seu rosto por inteiro,
a lágrima pintada de gargalhada,
as cores que desnorteiam,
o brilho ofusca a tristeza...
um ser que se transforma, porque está sedento de presença!
A luz que o faz mover,
a gota que se instala...
e que o traz de volta outra vez!
Vira as costas ao seu reflexo
e segue para lá do calor.
Sem intenção, artista e espectador, aguardam o mesmo nirvana...
mas não a mesma dor!
Entra na arena,
mas não é tudo o que sente...
É ser que se invoca e se revolta a calar a alma doente!
Tudo isto é espetáculo e a vida é show de vista,
mas é traçada de coisas que não se vêem...
e o palhaço inicia o seu número inventado de possibilidades imprevistas.
É uma troca por troca,
num faz de conta,
entre viajar e sorrisos...
Inconsciente
Sou inconsciente das palavras que se constroem na minha mente,
Sou completamente alheia a todas elas...
E é cansativa esta história de não parar!
Como coisa de vertente,
Não são palavras estipuladas,
Nem sou dona da sua ordem ou pontuação de frases!
São estados, são memórias, são cenas criadas...
Será Deus que o faz por instinto?
São sensações e coisas que não se sabem,
São pinceladas, pela mão da alma pintadas...
Milhentas histórias desiguais,
São estados de impureza incapaz!
Sou completamente alheia a todas elas...
E é cansativa esta história de não parar!
Como coisa de vertente,
Não são palavras estipuladas,
Nem sou dona da sua ordem ou pontuação de frases!
São estados, são memórias, são cenas criadas...
Será Deus que o faz por instinto?
São sensações e coisas que não se sabem,
São pinceladas, pela mão da alma pintadas...
Milhentas histórias desiguais,
São estados de impureza incapaz!
quinta-feira, 10 de dezembro de 2015
São palavras
Brincar, voar, são palavras que não me saem da cabeça,
é estúpida esta forma de estar.
A vergonha é quem me mente
e o Lobisomem olha de longe o castelo do Conde Drácula para não lhe fazer frente.
A vida é fantasia inventada por mim,
o tempo passou mas não me viu...
Às vezes quase que morro por dentro
e sinto-me da loucura, a pouco tempo!
Nada é o que parece,
vivemos numa casa de bonecas...
Os olhos mentem,
o sorriso é aparente,
é um desatino cá dentro.
Um figurino para cada dia e para cada momento
e tenho medo daquilo que penso.
Assistindo à minha vida sempre do lado de fora,
sou espectadora assídua, mas sem intenção de entender o filme sem história.
Olhar sem ver é crucial...!
marioneta nas mãos do sádico, derrotista que me entorpeceu.
As palavras surgem do nada, numa linha imaginária,
um fluxo de vida,
uma cascata que não pára.
Não sou livre nas palavras,
estão escondidas, mumificadas...
Atrás de uma porta que eu não abri!
Vozes invocaram que eu não existia,
a incerteza que há em mim,
eu não percebi,
eu só absorvi...
e a luz esteve sempre apagada,
disfarçada a falsa sensação de contentamento,
mergulhei no mais profundo mar
e de olhos vendados, a mentira passou a ser verdade,
transformou-se em pedra reboliça
e tornou os sonhos impossíveis de sonhar
vesti-me do que não era
e senti-me a naufragar.
Soberbamente, fiz-me juiz principal sem querer saber de outra opinião,
Ignorei a relativização, um alicerce desta casa e deste ser.
Brinquei com a realidade...
e não me apercebi de que tudo está em mim!
As coisas que não existem são para enlouquecer.
Matar um passado que nunca nasceu...
Porque não fui eu?!
é estúpida esta forma de estar.
A vergonha é quem me mente
e o Lobisomem olha de longe o castelo do Conde Drácula para não lhe fazer frente.
A vida é fantasia inventada por mim,
o tempo passou mas não me viu...
Às vezes quase que morro por dentro
e sinto-me da loucura, a pouco tempo!
Nada é o que parece,
vivemos numa casa de bonecas...
Os olhos mentem,
o sorriso é aparente,
é um desatino cá dentro.
Um figurino para cada dia e para cada momento
e tenho medo daquilo que penso.
Assistindo à minha vida sempre do lado de fora,
sou espectadora assídua, mas sem intenção de entender o filme sem história.
Olhar sem ver é crucial...!
marioneta nas mãos do sádico, derrotista que me entorpeceu.
As palavras surgem do nada, numa linha imaginária,
um fluxo de vida,
uma cascata que não pára.
Não sou livre nas palavras,
estão escondidas, mumificadas...
Atrás de uma porta que eu não abri!
Vozes invocaram que eu não existia,
a incerteza que há em mim,
eu não percebi,
eu só absorvi...
e a luz esteve sempre apagada,
disfarçada a falsa sensação de contentamento,
mergulhei no mais profundo mar
e de olhos vendados, a mentira passou a ser verdade,
transformou-se em pedra reboliça
e tornou os sonhos impossíveis de sonhar
vesti-me do que não era
e senti-me a naufragar.
Soberbamente, fiz-me juiz principal sem querer saber de outra opinião,
Ignorei a relativização, um alicerce desta casa e deste ser.
Brinquei com a realidade...
e não me apercebi de que tudo está em mim!
As coisas que não existem são para enlouquecer.
Matar um passado que nunca nasceu...
Porque não fui eu?!
quarta-feira, 25 de novembro de 2015
Deriva
Posso inspirar-me em ti para escrever sobre aquilo que nunca vi...
Porque é que não me ensinaste?
Porque é que me deixaste no meio de uma guerra antiga?
Porque é que me deixaste existir, só por existir?
Porque é que nunca me prendeste?
Porque é que me mostraste a vida, sem ser?
Porque é que só me mostraste o negro
e porque é que não me espantaste o medo?
Esqueceste-te do devido?
Porque é que me mostraste o nada, que não valia?
Porque é que não tiraste a venda?
Era tudo o que eu queria...
Não foste o que apregoas
e a culpa também é tua.
Hoje, renuncio ao peso da tua crença e a uma meia vida.
Porque me deixaste à deriva?
Por pior que me sinta ao proferir estas palavras,
não há perdão para um ser que deixa outro a morrer, logo ao nascer.
De uma realidade distorcida, fizeste-me temer.
Qualquer coisa que não existe, é só na tua cabeça.
Já chega!
Não permito mais que me leves por arrasto,
estou farta do teu mundo fantástico.
Porque é que não me ensinaste?
Porque é que me deixaste no meio de uma guerra antiga?
Porque é que me deixaste existir, só por existir?
Porque é que nunca me prendeste?
Porque é que me mostraste a vida, sem ser?
Porque é que só me mostraste o negro
e porque é que não me espantaste o medo?
Esqueceste-te do devido?
Porque é que me mostraste o nada, que não valia?
Porque é que não tiraste a venda?
Era tudo o que eu queria...
Não foste o que apregoas
e a culpa também é tua.
Hoje, renuncio ao peso da tua crença e a uma meia vida.
Porque me deixaste à deriva?
Por pior que me sinta ao proferir estas palavras,
não há perdão para um ser que deixa outro a morrer, logo ao nascer.
De uma realidade distorcida, fizeste-me temer.
Qualquer coisa que não existe, é só na tua cabeça.
Já chega!
Não permito mais que me leves por arrasto,
estou farta do teu mundo fantástico.
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