sexta-feira, 1 de janeiro de 2016

Palhaço

Sinto-me palhaço do circo que é esta vida,
Confronto no espelho, onde é exposto o seu rosto por inteiro,
a lágrima pintada de gargalhada,
as cores que desnorteiam,
o brilho ofusca a tristeza...
um ser que se transforma, porque está sedento de presença!
A luz que o faz mover,
a gota que se instala...
e que o traz de volta outra vez!
Vira as costas ao seu reflexo
e segue para lá do calor.
Sem intenção, artista e espectador, aguardam o mesmo nirvana...
mas não a mesma dor!
Entra na arena,
mas não é tudo o que sente...
É ser que se invoca e se revolta a calar a alma doente!
Tudo isto é espetáculo e a vida é show de vista,
mas é traçada de coisas que não se vêem...
e o palhaço inicia o seu número inventado de possibilidades imprevistas.
É uma troca por troca,
num faz de conta,
entre viajar e sorrisos...

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