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| Foto por: Sofia Medeiros |
Fazer poesia não é um acto de querer.
É uma necessidade, uma fome de escrever,
Um grito de socorro, que real ou irreal, pode sempre acontecer!
As palavras caem no papel e eu preciso de as ver,
O sangue que me corre nas veias, entra em ebulição
E as letras seguram o meu transtorno emocional...
Em mim não existe um principio, meio e fim,
Os sentimentos são aleatórios, não têm ordem de construção.
Quando escrevo, não falo em histórias de encantar,
Falo do que sinto...ou nem sempre é assim e não falo de mim?!
Vai depender de quem ler,
Daquilo que eu projectei,
Do estado do momento,
Se senti ou imaginei...
Não há nada de concreto num mundo de inversão,
Criado, sentido por cada um e por todos em forma de corrente.
Sinto tantas coisas ao mesmo tempo, que nunca me lembro por onde comecei...
E tudo isto é um ciclo sem rumo certo,
que termina num poema desgovernado, sem direção!
Por: SM

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