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| Foto por: Sofia Medeiros |
Sinto que nunca existi.
Sou alma livre, aprisionada num corpo viciado,
que me condiciona intensamente.
Sinto-me aqui por engano e em pura agonia.
Barco que tem viajado por entre interrogações e reticências,
confundindo a realidade com a introspecção,
não sei bem por onde ando e até perco a noção.
Não quero fazer rimas ridículas,
mas é coisa que me atravessa a estrada...
E eu...Eu não consigo dizer não!
Vogais e consoantes não são coisas fáceis de roubar,
enquanto me sentir,
vou continuar a falar, a pensar, a divagar, a filosofar, a sonhar...a rimar...!
Enfim...
Enquanto houver alma...enquanto houver inspiração...
Por: SM

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