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| Foto por: Sofia Medeiros |
Ninguém quer ver,
ninguém quer sentir,
ninguém quer ser...
e é sem dúvida mais fácil enobrecer, implorando a ignorância.
Porque hei-de eu importar-me com coisas...?
Coisas tolas, coisas triviais, coisas desinteressantes!
Coisas de ninguém...ao que parece, toda a gente quer saber
e todos se escondem atrás de alguém que não é ninguém.
Não quero ser uma cópia fraudulenta. Não!
Para mim seria um sacrilégio,
Ou tão pouco ser acusada, nem que por mim mesma. Não!
A verdade é que tenho roubado e bebido da tua fonte
ou, se não tenho...
pelo menos sinto que é real e faço-o com grande esforço,
sempre na tentativa de me reconhecer...um dia!
Ao abrir a tua história, subi nas tuas asas e voei...diria...livremente!...Mas não posso!
Olho...e sinto que, livremente, é só mais uma palavra bonita, é só mais um estado desejável.
Sou ilhéu e trago comigo uma alma sonhadora, atenta e de frágil "tacto",
que quando confrontada, tal choque inicial, com a rudeza continental,
é dentro de mim a explosão de uma qualquer catástrofe mundial, planetária...
São as letras que se atropelam
e a emoção não espera por elas...
Por: SM

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