| Foto por: Sofia Medeiros |
Sinto as marcas de um pedinte,
a roupa rasgada,
a alma penada...
Este universo é pequeno demais para mim,
suga-me e cospe-me para o buraco negro de onde eu vim.
Vou ao espaço e volto,
mas na verdade nunca te encontro
e sinto-me exausta de tantos anos luz nesta viagem.
Aqui não toco nas estrelas,
elas querem tocar em mim,
Faço sinal aos foguetões que passam em sussurro,
afinal, por aqui tudo é mudo
e o nada é demasiado para ser futuro!
Neste espaço...
o nada são todos os caminhos que vão dar a uma vila cruzada,
com milhões e milhões de anos de vida iluminada,
uma ilha que desaparece,
um disco voador que passa,
todos vêem e a todos esquece!
É cedo, mas sinto vontade de me deitar,
porque sei que a dormir sou capaz de todas as coisas,
que ao acordar...
deixo cair!
Por: SM
Sem comentários:
Enviar um comentário